segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Urbanismo

O URBANISMO

Critério de definição
1.      Critério estatístico – A cidade é toda a aglomeração humana para além de um centro numérico de habitantes.
2.      Critério numérico – A cidade é um aglomerado de forte densidade populacional.
3.      Critério do género de vida – A cidade é um aglomerado onde predominam as actividades secundárias e terciárias.
4.      Critério de funcionalidade – A cidade é um lugar que se distingue pelo conjunto de funções que desempenha.
5.      Tipo de edifícios – A construção de edifícios deve ser homogénea, em termo arquitectónico.

Conceito cidade
Cidade é toda a aglomeração humana de forte aglomeração humana de forte densidade populacional onde predominam as actividades secundárias e terciárias, que se distingue pelo conjunto de funções que desempenha (residencial, comercial, industrial, administrativo etc.).
A cidade é um centro de relações e decisões onde se encontram os homens, onde se trocam mercadorias, onde se difundem as ideias e onde se reúnem as actividades diferenciadas.

A evolução das cidades
A cidade surge nos finais do Neolítico, com a descoberta da agricultura e pastorícia nos locais onde o excedente agrícola possibilitou a constituição de uma classe que quase se desliga dos aspectos produtivos.
De ponto de vista arqueológico, as primeiras cidades localizavam no Egipto, Mesopotâmia, vale do Indo e outras regiões que constituíam lugares geográficos onde se instalava a superstrutura político-administrativa da sociedade.

As fases de evolução
1ª Fase – Nesta fase a cidade tinha como funções principais o comércio, a gestão, dominação e a sua estrutura consistia na construção de muralhas, palácio no centro, ruas estreitas, celeiros, templos, teatros, arenas, estádios e edifícios.
Durante a passagem de esclavagismo para o feudalismo com a queda do Império Romano de Ocidente, houve uma série de transformações na vida urbana em ascensão que consistiram no desmantelamento das estruturas político-administrativas, substituição de poder exercido pelas cidades pelo poder feudal, redução da importância da cidade.
Contudo, pouco tempo depois, os factores como o aumento demográfico, o poder cultural da igreja, a ascensão burguesia mercantil permitiram a revitalização da vida urbana.

2ª Fase – Nesta fase, a cidade tinha como funções principais a cultural, defesa, comércio e em termos estruturais ressurgia em áreas fronteiriças, as ruas continuam estreitas e os bairros eram divididos segundo confissões religiosas.
Com o advento da época moderna, aumenta a importância da cidade como centro de consolidação do poder político, há uma hierarquização dos centros administrativos e surgem novas concepções sobre a morfologia urbana (construção de edifícios monumentais, abertura de praças, crescimento vertical da cidade etc.)

3ª Fase – Depois da Revolução industrial, a cidade atraiu a indústria e esta atraiu a população. Numa primeira etapa, a indústria organiza a paisagem urbana, há fenómenos como o crescimento desordenado, aumento da densidade de ocupação etc. Porém, problemas como trânsito, alojamento, salubridade estiveram na origem da definição da nova política urbana nesta época que tinha como traços principais a expansão de actividades do sector terciário, constituição de bairros homogéneos, divisão do espaço em áreas especializadas.
Com o crescimento urbano que se verifica, aumentam as áreas residenciais na periferia, os subúrbios, reduz a diferenciação cidade - campo, há uma invasão da civilização urbana ao meio envolvente para a obtenção de bens primários e o fornecimento de produtos manufacturados.

A morfologia urbana
Cada cidade a apresenta uma certa estrutura que corresponde a concepção que na época a sociedade tem de cidade e do seu papel no espaço com condicionalismos naturais correspondentes.
Distingue-se 3 tipos de plantas ou malhas
1-      Planta ortogonal
Corresponde a cidade sujeita a planeamento tendo surgido na época grega, esta planta na actualidade levanta alguns problemas como por exemplo: Os de trânsito devido ao excesso e tipo de cruzamentos. Contudo, serviu de modelo as novas cidades americanas.

2-      Plantas radioconcêntricas
Desenvolveu-se em cidades primitivas apertadas entre muralhas. Este tipo de planta ligava o centro das zonas periféricas dispostas segundo as curvas de nível.
Na actualidade algumas cidades europeias manifestam a influência deste tipo de planta.

3-      Planta irregular
Nesta a cidade cresce sem presença de qualquer configuração geométrica regular, dada a ausência de planificação. As ruas têm um traçado tortuoso e concebidas fundamentalmente para a locomoção pedestre.
Esta configuração caracteriza as cidades medievais, para além das muçulmanas e europeias.  

Os modelo das estruturas urbanas
a) Teoria das zonas concêntricas – A cidade desenvolve-se segundo áreas concêntricas correspondendo cada um deles a uma actividade bem definida.
*      Baixa ou (CBD)- Central Business District é o lugar de concentração da vida comercial, administrativa, transportes etc.
b) Teorias dos sectores – as áreas numa cidade tendem a dispor-se em sectores, atendendo a existência de condições naturais específicas as vias de comunicação acessíveis.
c) Teorias de núcleos múltiplos – em cidade de alguam importância existem para além do centro principal outros centros secundários de forte ocupação habitacional.

As principais actividades e tendências de evolução
a) Sector terciário – as actividades ligadas a este sector concentram-se na baixa. São as funções de gestão, administração, comercio, profissões liberais, actividades ligadas a cultura etc.
b) Sector secundário – a partir da revolução industrial a atracão da industria pela cidade, conduziu a concentração da fabricas na estrutura da cidade, porém com o desenvolvimento do transporte descreve se a tendência de descentralização da industria dispersando-se a nível territorial.

A Hierarquia Urbana.
Manifesta se através de funcionalidade das cidades por exemplo:
*      Pequenos aglomerados (5 à 10 mil habitantes) – exercem uma influência limitada. As funções compreendem um comércio permanente e algumas indústrias.
*      Cidade de 10 à 50 mil habitantes – apresenta um comércio bastante diversificado, uma função industrial mais desenvolvida que muitas vezes alimenta os movimentos pendulares.
*       Cidade de 50 à 200 mil habitantes – exerce a função sobre uma área mais vasta. Desempenha funções industrial e comercial. Relativamente bem equipada possuindo hospitais, rede urbana e suburbana de transportes bem organizada, agências bancárias, companhias de seguros, etc.
*      Cidade de mais de 200 mil habitantes – é uma metrópole de desenvolvimento regional que nela concentra as finanças, administração, cultura, economia, transportes etc. Hierarquicamente é a qualidade urbana mais alta.
  

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