O URBANISMO
Critério de definição
1. Critério estatístico – A cidade é
toda a aglomeração humana para além de um centro numérico de habitantes.
2. Critério numérico – A cidade é um
aglomerado de forte densidade populacional.
3. Critério do género de vida – A
cidade é um aglomerado onde predominam as actividades secundárias e terciárias.
4. Critério de funcionalidade – A
cidade é um lugar que se distingue pelo conjunto de funções que desempenha.
5. Tipo de edifícios – A construção de
edifícios deve ser homogénea, em termo arquitectónico.
Conceito cidade
Cidade é
toda a aglomeração humana de forte aglomeração humana de forte densidade
populacional onde predominam as actividades secundárias e terciárias, que se distingue
pelo conjunto de funções que desempenha (residencial, comercial, industrial,
administrativo etc.).
A cidade é
um centro de relações e decisões onde se encontram os homens, onde se trocam
mercadorias, onde se difundem as ideias e onde se reúnem as actividades
diferenciadas.
A evolução das cidades
A
cidade surge nos finais do Neolítico, com a descoberta da agricultura e
pastorícia nos locais onde o excedente agrícola possibilitou a constituição de
uma classe que quase se desliga dos aspectos produtivos.
De
ponto de vista arqueológico, as primeiras cidades localizavam no Egipto,
Mesopotâmia, vale do Indo e outras regiões que constituíam lugares geográficos
onde se instalava a superstrutura político-administrativa da sociedade.
As fases de evolução
1ª
Fase – Nesta fase a cidade tinha como funções principais o comércio, a gestão,
dominação e a sua estrutura consistia na construção de muralhas, palácio no
centro, ruas estreitas, celeiros, templos, teatros, arenas, estádios e
edifícios.
Durante
a passagem de esclavagismo para o feudalismo com a queda do Império Romano de
Ocidente, houve uma série de transformações na vida urbana em ascensão que
consistiram no desmantelamento das estruturas político-administrativas,
substituição de poder exercido pelas cidades pelo poder feudal, redução da
importância da cidade.
Contudo,
pouco tempo depois, os factores como o aumento demográfico, o poder cultural da
igreja, a ascensão burguesia mercantil permitiram a revitalização da vida
urbana.
2ª
Fase – Nesta fase, a cidade tinha como funções principais a cultural, defesa,
comércio e em termos estruturais ressurgia em áreas fronteiriças, as ruas
continuam estreitas e os bairros eram divididos segundo confissões religiosas.
Com
o advento da época moderna, aumenta a importância da cidade como centro de
consolidação do poder político, há uma hierarquização dos centros
administrativos e surgem novas concepções sobre a morfologia urbana (construção
de edifícios monumentais, abertura de praças, crescimento vertical da cidade
etc.)
3ª
Fase – Depois da Revolução industrial, a cidade atraiu a indústria e esta
atraiu a população. Numa primeira etapa, a indústria organiza a paisagem
urbana, há fenómenos como o crescimento desordenado, aumento da densidade de
ocupação etc. Porém, problemas como trânsito, alojamento, salubridade estiveram
na origem da definição da nova política urbana nesta época que tinha como
traços principais a expansão de actividades do sector terciário, constituição
de bairros homogéneos, divisão do espaço em áreas especializadas.
Com
o crescimento urbano que se verifica, aumentam as áreas residenciais na
periferia, os subúrbios, reduz a diferenciação cidade - campo, há uma invasão
da civilização urbana ao meio envolvente para a obtenção de bens primários e o
fornecimento de produtos manufacturados.
A morfologia urbana
Cada
cidade a apresenta uma certa estrutura que corresponde a concepção que na época
a sociedade tem de cidade e do seu papel no espaço com condicionalismos
naturais correspondentes.
Distingue-se
3 tipos de plantas ou malhas
1- Planta ortogonal
Corresponde
a cidade sujeita a planeamento tendo surgido na época grega, esta planta na
actualidade levanta alguns problemas como por exemplo: Os de trânsito devido ao
excesso e tipo de cruzamentos. Contudo, serviu de modelo as novas cidades
americanas.
2- Plantas radioconcêntricas
Desenvolveu-se
em cidades primitivas apertadas entre muralhas. Este tipo de planta ligava o
centro das zonas periféricas dispostas segundo as curvas de nível.
Na
actualidade algumas cidades europeias manifestam a influência deste tipo de
planta.
3- Planta irregular
Nesta
a cidade cresce sem presença de qualquer configuração geométrica regular, dada
a ausência de planificação. As ruas têm um traçado tortuoso e concebidas
fundamentalmente para a locomoção pedestre.
Esta
configuração caracteriza as cidades medievais, para além das muçulmanas e
europeias.
Os modelo das estruturas urbanas
a) Teoria das zonas concêntricas – A
cidade desenvolve-se segundo áreas concêntricas correspondendo cada um deles a
uma actividade bem definida.
b) Teorias dos sectores – as áreas
numa cidade tendem a dispor-se em sectores, atendendo a existência de condições
naturais específicas as vias de comunicação acessíveis.
c) Teorias de núcleos múltiplos – em
cidade de alguam importância existem para além do centro principal outros
centros secundários de forte ocupação habitacional.
As principais actividades e
tendências de evolução
a) Sector terciário – as actividades
ligadas a este sector concentram-se na baixa. São as funções de gestão,
administração, comercio, profissões liberais, actividades ligadas a cultura
etc.
b) Sector secundário – a partir da
revolução industrial a atracão da industria pela cidade, conduziu a
concentração da fabricas na estrutura da cidade, porém com o desenvolvimento do
transporte descreve se a tendência de descentralização da industria
dispersando-se a nível territorial.
A Hierarquia Urbana.
Manifesta
se através de funcionalidade das cidades por exemplo: